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Desde: 27/05/2013      Publicadas: 12      Atualização: 27/06/2013

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 Saúde Coletiva

  17/06/2013
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DOENÇAS RELACIONADAS COM A FALTA DE SANEAMENTO BÁSICO

Conheça as características de doenças relacionadas com a falta de saneamento básico.

DOENÇAS RELACIONADAS COM A FALTA DE SANEAMENTO BÁSICO
Os parasitas em geral possuem duas fases de vida: uma dentro do hospedeiro e outra no meio
ambiente.
Enquanto estão no corpo do hospedeiro, eles possuem condições ideais para seu
desenvolvimento, como temperatura e umidade adequadas, além de dispor de alimento em
abundância.
Quando estão no meio ambiente, ao contrário, estão ameaçados e morrem com facilidade,
devido à luminosidade excessiva, à presença de oxigênio, de calor, e à falta de alimentos. O
tempo que esses microrganismos passam fora do hospedeiro deve ser suficiente apenas para
que alcancem novos organismos, continuando seu ciclo de vida.
Normalmente os parasitas são eliminados pelo portador junto com suas excretas, isto é, fezes,
urina e catarros, e então se misturam com os microrganismos que vivem livremente no solo,
na água e no ar.
Assim, uma pessoa ainda sadia poderá ficar doente se ingerir água ou alimentos contaminados
e também se andar descalça ou mexer diretamente na terra que contenha excretas de pessoas
enfermas.
É comum os parasitas serem disseminados por insetos (moscas, mosquitos, pulgas e baratas),
ratos e outros animais que, por essa razão, são chamados de vetores. Muitas vezes, a
transmissão de doenças ocorre quando estes animais picam uma pessoa enferma e em seguida
uma pessoa sadia.
A maior parte das doenças transmitidas para o homem é causada por microrganismos,
organismos de pequenas dimensões que não podem ser observados a olho nu.
Os principais grupos de microrganismos que podem provocar doenças no homem são:

-os vírus (ex.: vírus da hepatite);
-as bactérias (ex.: vibrião colérico, que é o agente da cólera);
-os protozoários (ex.: ameba);
-os helmintos, que provocam as verminoses, podem ser microscópicos (ex.: filaria, que é o
agente da elefantíase), ou apresentarem maiores dimensões (ex.: a lombriga).

Aos profissionais da área de Engenharia Sanitária e Ambiental interessa conhecer as formas
de transmissão e as medidas de prevenção das doenças relacionadas com a água, com as fezes,
com o lixo e com as condições de habitação.

Doenças relacionadas com a água

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), grande parte de todas as doenças que se
alastram nos países em desenvolvimento são provenientes da água de má qualidade. A água
contaminada pode prejudicar a saúde das pessoas, nas seguintes situações:

-através da ingestão direta;
-na ingestão de alimentos;
-pelo seu uso na higiene pessoal e no lazer;
-na agricultura;
-na indústria.

Doenças relacionadas com as fezes

A presença de coliformes fecais é indicação de contaminação fecal. Quando se observa
presença de bactérias do grupo coliforme, considera-se a água como contaminada por fezes.
Estes coliformes também podem ser encontrados no solo, nos alimentos. Essas bactérias são
oriundas da presença de animais que utilizam o rio para dessedentação ou de esgotos
sanitários que são lançados diretamente no rio, tornando a água imprópria para o consumo.

Doenças relacionadas com o lixo

Várias doenças podem ser transmitidas quando não há coleta e disposição adequada do
lixo. Os mecanismos de transmissão são complexos e ainda não totalmente compreendidos.
Como fator indireto, o lixo tem grande importância na transmissão de doenças através, por
exemplo, de vetores que nele encontram alimento, abrigo e condições adequadas para proliferação. São muitas as doenças relacionadas ao acúmulo de lixo e a sua falta de tratamento.

Doenças relacionadas com a habitação
Em moradias construídas próximas a concentrações elevadas de vetores, há o aumento de transmissão de doenças como, por exemplo, a malária. Assim, o local onde as moradias são construídas, bem como a qualidade dessas habitações, tem efeito importante na saúde da população.
Nas habitações também deve ser promovida a higiene doméstica, pois esta é uma das estratégias preventivas na transmissão de doenças feco-orais e das controladas pela limpeza com a água.
As habitações ainda têm influência nas doenças transmitidas pelo ar, como catapora,
cachumba, meningite, difteria e doenças respiratórias. O projeto de uma habitação deve prever
condições adequadas de espaço, ventilação, temperatura do ar e umidade, de forma a não
favorecer a transmissão de patogênicos pelo ar.
Finalmente, é importante ressaltar que o material e o acabamento inadequados nas habitações
podem favorecer a proliferação de ratos, mosquitos, carrapatos, piolhos etc., animais estes
transmissores de doenças. Um exemplo é a infestação dos barbeiros, que são os vetores da
doença de Chagas
  Web site: http://www.ufjf.br/analiseambiental/files/2009/11/TCC-SaneamentoeSa%C3%BAde.pdf  Autor:   Por Júlia Werneck Ribeiro e Juliana Maria Scoralick Rooke


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